Beach House
































Sáb. 15 de Novembro
Café-Concerto
Início 23.00h
Entrada 5€

Alex Scally e Victoria Legrand conheceram-se através de um amigo mútuo em 2004, tendo formado os Beach House na Primavera de 2005 (o ano chinês do Galo), depois de ambas as partes terem chegado à conclusão que tinham um incomum vínculo musical.

Enquanto passavam tempo juntos a gravar e a tocar, Alex (todo o tipo de cordas) e Victoria (formação em piano e em voz lírica) apreciaram o facto de não namorarem, não serem parentes e não terem crescido juntos. Quando estas questões lhes são postas por jornalistas, o grupo têm um prazer especial em explicar que de facto não são namorados, não estão relacionados familiarmente, e não, não cresceram juntos…

Estranhamente, ambos eram entidades separadas antes de se conhecerem. Alex cresceu em Baltimore, enquanto Victoria nasceu em França, de pais americanos, tendo ido viver aos 6 anos de idade para a pitoresca Baltimore, para onde regressou depois de muitos anos de adolescência saltimbanca a viver e viajar pelo mundo.

O par concorda que as suas inspirações musicais são demasiado numerosas para fazer uma lista, mas afortunadamente ambos gostam de ouvir música, e nos últimos tempos o que ouviram foram grupos como os The Zombies, Neil Young, Emitt Rhodes, Dusty Springfield, The Supremes, Nirvana, Earth, Ann Peebles, The Beach Boys, Hank Williams, Ravel, John Cale, Velvet Underground, Elliott Smith, Tony, Caro & John, The Beatles, e Daniel Johnston ,entre outros.

Os Beach House gravaram o seu primeiro álbum em 2006, com o título homónimo de “Beach House”, seguido em 2008 por “Devotion”, um registo igualmente surrealista e oniríco, mas mais maduro. Recentemente têm estado em digressão com artistas como os Grizzly Bear, Arbouretum e Clientele.

Quando não estão em extensas digressões, os Beach House passam o seu tempo com trabalhos em part-time, Alex como carpinteiro e Victoria como empregada de bar…

Em Outubro de 2008 os Beach House publicaram o single “Used to Be”, que mereceu honras de destaque e “streaming” no conceituado site pitchfork.com, e que continua da mesma forma discreta mas coerente, líquida e suave a sua aventura musical, que fazendo parte da linhagem de grupos como os Cocteau Twins, Galaxie 500 e Damon & Naomi, consegue ter no entanto uma identidade própria e uma expressividade temática que merece uma audição atenta e devotada.

1 comentários:

Pedro Miguel Silva disse...

Um concerto avassalador. Valeu a pena ter dado o salto de Setúbal para uma noite de magia ou, pegando nas palavras dos Beach House, para recordar de forma sentida a infância. Ficam alguns desejos de programação: Jens Lekman, Divine Comedy, Sufjan Stevens, Lisa Germano.